Feira e Congresso Internacional de Econegócios e Sustentabilidade

COGENRIO

Biomassa & Energia

Cana de Açúcar


A energia contida na cana de açúcar é equivalente à energia hidráulica que dá origem a 90% da energia elétrica do Brasil. Daquela energia, cerca de 2/3 está contida nos resíduos combustíveis da indústria sucro-alcooleira. Uma pequena parte deste material é usado para produzir o vapor e a eletricidade necessários ao processamento do álcool e para gerar uma pequena parcela de energia elétrica para o sistema elétrico. Estima-se que a geração elétrica pode ser ampliada para atender de 10% a 15% da demanda do país, a custos competitivos.

Deve-se esse quadro de ineficiência a fatores que prevaleceram há cerca de duas décadas, quando o setor elétrico receava que o programa do álcool fosse terminar e, como conseqüência, a capacidade de geração. A legislação elétrica também não facilitava a compra de empreendimentos que não tivessem como objetivo único vender eletricidade.

Estes fatores não mais vigoram ou foram atenuados. O álcool é competitivo mesmo com preços do petróleo bastante inferiores aos atuais. Sua demanda vem crescendo com a introdução dos motores multi-combustíveis e seu emprego como aditivo limpo da gasolina, em muitos países. Além disso, caíram barreiras legais que dificultavam a venda da bioeletricidade por indústrias, como as canavieiras.

As restrições do setor elétrico à compra da energia deste setor também caíram por terra com as leis mais recentes que devem buscar a energia por suas virtudes de baixo preço e confiabilidade.

Esta energia pode ter um papel fundamental na expansão da oferta de energia elétrica, atualmente sujeita a consideráveis incertezas. O desenvolvimento do seu potencial pode ser rápido, desde que os entraves que vêm retardando esse aproveitamento venham a ser superados.

O desafio principal e imediato é criar as condições mínimas para levar as empresas sucro-alcooleiras a participarem dessa atividade capital intensiva, da qual a maioria tem pouca experiência. Assim, em vista da notável expansão da demanda de álcool e, secundariamente, de açúcar, a tendência dessas empresas será investir na sua atividade tradicional e não na geração de excedentes de energia elétrica, caso as medidas necessárias não sejam efetivadas.

Ao longo de mais de dez anos o INEE trabalha para reduzir estas imperfeições de mercado que constituem o principal desperdício de energia do país, condenável sobretudo por ser a biomassa da cana uma energia renovável cujo uso poderia ter evitado, por mais de duas décadas, emissões relacionadas a combustíveis fósseis.

Dentre as iniciativas do INEE buscando estimular o desenvolvimento do potencial de geração de energia elétrica do setor sucro-alcooleiro, pode-se citar o Seminário Bioeletricidade - A Segunda Revolução Energética da Cana-de-açúcar, ocorrido em novembro de 2005, no Rio de Janeiro. O objetivo deste evento, coordenado pelo INEE, com apoio do BNDES, foi contribuir para a definição da política operacional deste Banco para responder às demandas dos agentes envolvidos na criação dessa oferta de energia.






Terça-feira, 7 de setembro de 2010

Inscrições abertas para o MBA em Eficiência Energética. Início em 27 de agosto, desenvolvido pela parceria UCP/NITS - Núcleo de Inovação e Tecnologia para Susten- tabilidade com o apoio do INEE.

MBA Eficiência Energética

MADEN2 - Seminário Madeira Sustentável adiado. Por razões operacionais o evento foi transferido para data a ser divulgada oportu- namente.


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